Novo ultrassom permitirá exames no centro cirúrgico

(19/01/2017) Excelente resolução de imagens, fluxo de trabalho simplificado e uma conjunto amplo de aplicações. Tudo isso é oferecido pelo moderno sistema portátil de ultrassom cardiovascular de alto desempenho, para visualizações e diagnóstico da anatomia cardíaca e atividades funcionais do coração, que o HC acaba de incorporar ao parque tecnológico. O equipamento da empresa General Eletric é o modelo Vivid Q, possui o tamanho de um laptop, pode ser usado no centro cirúrgico e foi adquirido por R$ 178.000,00 com recursos do Ministério da Saúde.
 
O sistema de ecocardiograma transesofágico, que é complementar ao resultado do ecocardiograma bidimensional, está sendo utilizado no serviço de ecocardiografia do hospital para exames e diagnósticos do coração - cavidades, válvulas, artérias, veias e os fluxos intracavitários - em busca por exemplo de trombos (coágulos) intracardíacos, problemas de embolia pulmonar e sistêmica. Também permite o melhor detalhamento anatômico e funcional das valvas cardíacas e de próteses valvares (sobretudo em posição mitral), diagnóstico de doenças da aorta, diagnóstico e avaliação de complicações de endocardite e ecocardiografia transtorácica como explica o cardiologista José Roberto Matos Souza.
 
De acordo com Aldo Mangili, engenheiro clínico do Centro de Engenharia Biomédica (CEB), o grande diferencial do novo equipamento é o software mais avançado para o estudo e o diagnóstico em cardiologia, além de dispor de um transdutor transesofágico e intraoperatório. Existem seis equipamentos como esse modelo utilizados no HC, porém, nenhum deles com estes transdutores que permitem que detalhes do coração sejam ampliados.
 
O ecocardiograma transesofágico é um exame diagnóstico avançado onde o transdutor é inserido através da boca do paciente (similar aos procedimentos de endoscopia) e posicionado na região do esôfago, atrás do músculo cardíaco. Com esse procedimento é possível obter as imagens em movimento do coração e de seus vasos com uma qualidade de imagem superior ao método não invasivo, pois as imagens obtidas não sofrem a interferência da caixa torácica e do pulmão.
 

"Trata-se de um equipamento essencial para exames mais fidedignos em pacientes obesos e com algumas complicações pulmonares que geralmente inviabilizam ou dificultam o diagnóstico, podendo inclusive ser utilizado em procedimentos cirúrgicos", esclarece Matos Souza. Possibilita inclusive a realização de exame - denominado técnica epicárdica - durante os procedimentos cirúrgicos para os casos de impossibilidade absoluta ou relativa do uso do esôfago devido a patologias (câncer de esôfago, divertículo, estenose etc) ou em casos de discrasia sanguínea.

 
Segundo o engenheiro clínico do CEB, a ecografia intraoperatória é utilizada durante procedimento cirúrgico, no qual o transdutor é aplicado diretamente ao órgão em questão, tanto em cirurgias cardíacas quanto em não cardíacas. “Permite ao cirurgião avaliar em tempo real, detalhes anatômicos e funcionais, proporcionando informações imediatas sobre tecidos, locais para ressecção, vascularização, resultados cirúrgicos, além de auxiliar em manobras para retirada de ar das cavidades.

Caius Lucilius com Isabelle Mancini

Assessoria de Imprensa do HC Unicamp

 

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