Depressão cresce e afeta cerca de 350 milhões de pessoas no mundo

(11/10/2012) Na última quarta-feira (10) foi comemorado o 20º aniversário do Dia Mundial da Saúde Mental. A data criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) tem o objetivo de promover discussões sobre os distúrbios mentais e os investimentos na prevenção e tratamento das doenças. O tema desse é a depressão, que afeta cerca de 350 milhões de pessoas no mundo. Apenas no HC são atendidos todo mês entre 500 e 600 pacientes com a doença.
 
A depressão é um transtorno mental relativamente comum e quem sofre com o distúrbio apresenta perda de interesse, sentimentos de culpa ou baixa auto-estima, alteração no sono, problemas com o apetite e a concentração. Além disso, a depressão muitas vezes vem com sintomas de ansiedade e na pior das hipóteses, pode levar ao suicídio. Atualmente, cerca de 1 milhão de mortes por suicídio são registradas em todo o mundo, o que equivale a uma média de 3 mil mortes por dia.
 
Apesar dos altos índices, a depressão é um distúrbio que pode ser diagnosticado e tratado na atenção primária. “O maior desafio é encontrar tratamentos cada vez mais eficientes e com menos efeitos colaterais”, afirma Paulo Dalgalarrondo, chefe do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da FCM. Ele conta que os tratamentos combinam remédios e a terapia. Segundo a OMS, através de apoio psicossocial básico combinado com medicamentos antidepressivos é possível obter bons resultados no tratamento.
 
Os transtornos depressivos não estão limitados a uma determinada faixa etária, classe sócio-econômica ou região. Os distúrbios começam muitas vezes cedo e são recorrentes, reduzindo a capacidade da pessoa de realizar suas tarefas. Por essas razões, a depressão é umas das principais causas de incapacidade no mundo. Dados do Inquérito de Saúde da OMS (The World Mental Health Survey) indicam que entre os 17 países avaliados, constatou-se uma média de um indivíduo a cada 20 pessoas, com relato de depressão anterior.
 
Estudos também determinam que a incidência em mulheres é 50% maior do que em homens. Pesquisas realizadas nos países em desenvolvimento aponta que a depressão materna, por exemplo, é um fator de risco para as mulheres pobres e os efeitos da doença influenciam a formação dos filhos, afetando de maneira significativa o processo de crescimento da criança. 
 
 
Assessoria de Imprensa do HC Unicamp

 

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