Campanha promove conscientização sobre doação de córneas e órgãos

(06/07/2012) Nos dias 04 e 05 os pacientes e funcionários do Hospital de Clínicas da Unicamp receberam orientações sobre doação de córneas e órgãos. A atividade foi organizada pelas enfermeiras do Banco de Órgãos do HC, Filomena Beatriz Godoy Pereira e pela médica oftalmologista Denise Fornazari de Oliveira, e ocorreu na rampa de entrada do 3º andar do hospital, realizada em conjunto com o Banco de Olhos, o Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos (SPOT-HC) e Serviço Social do hospital.
 
“O resultado de ações educativas não é imediato, mas apresenta uma mudança notável a médio e longo prazo”, afirma a enfermeira Simone Ceccatto. Ela trabalhou junto às outras profissionais de captação de órgãos do hospital em atividades como distribuição de cartilhas e de um cartão para que as pessoas lembrassem de discutir o assunto em casa. “Nós conseguimos atender um número muito bom de pacientes e familiares, que receberam muito bem as informações sobre doação”, conta Simone.
 
A autorização para doação de córneas, assim como outros tecidos e órgãos depende exclusivamente da família da pessoa. “Por isso nós ressaltamos a importância de levar esse assunto para dentro de casa. É importante que a pessoa manifeste para seus familiares a intenção de ser doador”, ressalta Eliete Bachega, que trabalha há 18 anos com captação de órgãos no SPOT do HC .
O transplante de córnea foi o primeiro tecido humano a ser transplantado e é o único tecido não vascularizado, o que aumenta o prazo para retirada do corpo, que pode ser feita até seis horas após o óbito e preservada para utilização em transplante por até 14 dias. A resistência do tecido é determinante para o sucesso dos procedimentos.
 
O objetivo da campanha é criar uma cultura intra-hospitalar favorável à doação de órgãos e tecidos. A partir do esclarecimento de dúvidas sobre a importância da doação e questões específicas sobre o processo formal de doação, o Banco de Olhos do HC quer fortalecer essa prática. “Por mais que a rede de saúde amplie a quantidade de transplantes que realiza, o número de doações está abaixo do necessário. Sem doações não há transplantes”, alerta Eliete Bachega
 
 

Caius Lucilius com Jéssica Kruckenfellner

Assessoria de Imprensa do HC Unicamp

 

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