HC participa da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele

(25/11/2011)  O ambulatório de Dermatologia do Hospital de Clínicas da Unicamp realiza nesse sábado, dia 26 de novembro, orientações e avaliações para diagnóstico de câncer da pele. A atividade é aberta ao público em geral e será conduzida em parceria a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. O atendimento acontece das 9h até as 15 horas e a expectativa dos organizadores é de receber mais de 500 pessoas. Em 2010, 289 pessoas foram atendidas e 31 tumores diagnosticados.

 

De acordo com a dermatologista e coordenadora da campanha, Renata Ferreira Magalhães, a campanha ocorrerá nos grandes centros de todo o país e consiste em uma oportunidade para a população ser informada sobre o que é o câncer de pele, quais são os riscos e como se prevenir. Os grupos de maior risco são os do fototipo I e II, pessoas com a pele clara, sardas, cabelos e olhos claros. "Quem possui familiares com histórico da doença também deve ficar atento para os sintomas e métodos preventivos", salienta Renata Magalhães.

 

O câncer da pele é caracterizado pelo crescimento descontrolado das células que compõem a pele. Ele tem diferentes tipos, como o carcinoma basocelulare, o mais freqüente, que corresponde a 70% dos casos. Esse tipo de câncer está diretamente ligado a exposição aos raios ultra-violetas acumulada durante a vida. Assim, é comum seu surgimento se dar após os 40 anos. Os pacientes diagnosticados com a doença durante a campanha serão encaminhados para tratamento no hospital.

 

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo com maior incidência, além da exposição prolongada e sem proteção ao sol, o tabagismo também é um fator que contribui para o surgimento desse tipo de câncer. Há também o tipo mais temido e perigoso, o melanoma, cujo diagnóstico e tratamento precoce são determinantes para a cura. Se não tratado, pode levar à morte.

 

Para prevenir o câncer da pele, deve-se evitar a exposição excessiva e sem proteção à radiação ultravioleta, principalmente no período entre 10 e 16 horas. No caso de exposição ao sol, recomenda-se o uso de chapéus e protetor solar, que deve ser reaplicado a cada duas horas e com fator de proteção solar de no mínimo 15.

 

Alguns sintomas são caracterizados pelos seguintes sinais: crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida; surgimento de uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; ou ainda, uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

 

Promovida anualmente desde 1999 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele reúne em todo país mais de 1000 dermatologistas voluntários. Todos os anos, cerca de 35 mil pessoas são avaliadas no Brasil, com uma média de 8% de casos diagnosticados de câncer de pele. No Estado de São Paulo, em média, são atendidas 15 mil pessoas, sendo diagnosticados 9% de casos novos de câncer de pele.

 

 

Assessoria de Imprensa do HC Unicamp
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