CCI identifica droga em balas

(30/03/2009) Em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, o Centro de Controle de Intoxicações (CCI) do Hospital de Clínicas da Unicamp descartou qualquer possibilidade de intoxicação de 14 alunos, de uma escola pública Santo Antônio de Posse, devido ao consumo de balas com suspeita de cocaína. O CCI confirmou a presença da droga em três, das sete balas analisadas, encaminhadas pela Vigilância Epidemiológica da cidade. Além das análises toxicológicas qualitativa e quantitativa das balas, foram examinadas amostras de urina dos alunos que consumiram as balas sem qualquer vestígio da droga.

De acordo com o coordenador do CCI, professor Fábio Bucaretchi as amostras das balas foram encaminhadas no dia 25/03 e as 14 amostras de urina no dia 26/03, depois que crianças com idade entre 11 e 14 anos, apresentarem náuseas, vômitos e dor epigástrica após chuparem o produto de origem estrangeira e fornecido por desconhecidos. “Devido às baixas concentrações de cocaína nas balas, na ordem de 300 a 500 nanogramas, é pouco provável que tenha sido o agente causador dos problemas nas crianças”, explica o docente da Unicamp. Bucaretchi também questiona a legalidade das balas que não continham qualquer informação técnica na embalagem.

Para identificar as substâncias tóxicas nas balas foram realizados três testes de triagem: Teste de Scott (reação com tiocianato de cobalto), a cromatografia em camada delgada e a imunocromatografia. Esses testes indicaram a provável presença de cocaína nas balas. “Os resultados foram confirmados através de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas que apresenta resultados 100 por cento fidedignos”, informa o farmacêutico do CCI Rafael Lanaro. As análises contaram com o apoio do Laboratório de Criminologia da USP, através do professor José Luiz da Costa.

Os exames realizados pelo CCI-Unicamp, testes de triagem e confirmativo seguem padrões internacionais. A pedido do Instituto de Criminalística da Polícia Cívil de Campinas, o CCI também encaminhou as amostras das balas para análise no órgão.

 

Caius Lucilius com Marita Siqueira e Mariana Marciano
Assessoria de Imprensa do HC UNICAMP

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