HC promove troca de experiências e técnicas de cirurgias endovasculares

(07/04/2009) A Disciplina de Cirurgia Vascular da FCM e Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular / Endovascular promoveram no dia 30-03, uma palestra e duas cirurgias endovasculares conduzidas pelo médico Koen Deloose, do General Hospital St. Blasius, da Bélgica. O médico, referência internacional em cirurgia endovascular, veio ao HC a convite da professora Ana Terezinha Guillaumon, chefe da Disciplina de Cirurgia Vascular / Endovascular, para troca de experiências e difusão de conhecimentos e técnicas. Após a palestra, houve uma discussão de casos e a realização de duas cirurgias endovasculares transmitidas por teleconferência ao anfiteatro do hospital, onde médicos da região acompanharam o procedimento.

As duas cirurgias foram bem sucedidas, sendo elas de doença arterial obstrutiva periférica e arterial de perna, conhecida como arterosclerose. O primeiro procedimento foi de revascularização por via endovascular da artéria femoral, realizada em uma paciente de 66 anos. O segundo foi uma cirurgia de revascularização das artérias infrageniculares, abaixo dos joelhos, que provocava no paciente dores forte, dificuldades de movimentação e até morte do tecido, o paciente era um homem de 77 anos. Ambas as cirurgias duraram em média duas horas. “A vinda de especialista belga ao HC da Unicamp contribuiu para a troca de experiência e aperfeiçoamento de técnicas específicas da cirurgia endovascular”, salientou Terezinha Guillaumon.

Segundo ela, as cirurgias endovasculares são rotinas no HC desde 1983. Em 2008 foram realizados 209 procedimentos. Isto ocorre, diz a médica Ana Terezinha, porque desde 2002, o Hospital de Clínicas da Unicamp é Centro de Referência em Alta Complexidade para Cirurgias Endovasculares, e um dos primeiros do país credenciados pelo Ministério da Saúde, o que possibilitou implantar tecnologias novas. “Essas cirurgias são indicadas a pacientes que apresentam outros problemas de saúde, e a cirurgia aberta para revascularização demanda um risco maior ao paciente”. Já, a endovascular alia técnicas menos invasivas para doenças arteriais complexas, e com menor risco ao doente, como Cirurgia de Aneurisma de Aorta Abdominal.

A cirurgia endovascular é feita por dentro dos vasos; é uma subespecialidade da cirurgia vascular, o que a difere é que alcança o local acometido por punções, e condução de um cateter até o local a ser tratado; artérias ou veias. Através deste pequeno furo na pele, se posicionam cateteres, fios guias, balões para dilatação e stents. Tem como objetivos principais minimizar a agressividade cirúrgica, evitando assim as grandes incisões e as cicatrizes. Com a diminuição do tempo da intervenção, que dura apenas 1 à 2 horas dependendo do procedimento a ser realizado, e reduz a necessidade aprofundamento de anestesia, o procedimento favorece um retorno mais rápido do paciente às atividades habituais, de lazer e de trabalho.

 

Caius Lucilius com Marita Siqueira
Assessoria de Imprensa do HC UNICAMP

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