O médico intensivista do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, Vitor Kruger, participou de 17 e 20 de outubro de 2025 em Chicago, Estados Unidos, do Chest Wall Repair Bioskills Course, promovido pela empresa ZimmerBiomet. O programa internacional de especialização combinou treinamento prático em laboratório com cadáveres e instrução avançada em técnicas minimamente invasivas de fixação de costelas.
“Essa é uma abordagem inovadora no tratamento do trauma torácico, capaz de melhorar significativamente os desfechos clínicos dos pacientes”, relatou Krueger.
Durante o curso, o médico intensivista participou de atividades práticas e trocas de experiências com cirurgiões de trauma de diversos países, adquirindo conhecimento sobre protocolos de ponta que representam um importante avanço na área.
Para o médico responsável pela Cirurgia do Trauma do HC da Unicamp e professor da Faculdade de Ciências Médicas, Gustavo Pereira Fraga, “ao aplicar essas práticas em Campinas, a Divisão de Cirurgia do Trauma reforça seu comprometimento com o cuidado baseado em evidências e sua posição de destaque na inovação em cirurgia do trauma”.
Já o médico japonês Ryoma Sakamoto, residente de cirurgia geral do Centro Médico Kameda, no Japão, ficou de 20 de setembro a 3 de outubro de 2025 no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp observando a rotina clínica na Divisão de Cirurgia de Trauma. A permanência no HC da Unicamp teve como objetivo aprimorar o conhecimento em manejo de trauma e cuidados cirúrgicos graves.

No Japão, o número de casos de trauma grave tem diminuído constantemente, tornando cada vez mais difícil para os residentes obterem experiência prática suficiente. Sakamoto acompanhou os residentes de cirurgia geral da Unicamp em visitas aos leitos, procedimentos cirúrgicos e cuidados pós-operatórios.
“A maioria dos casos de trauma que vi estava relacionada a acidentes de trânsitoPor esse motivo, decidi visitar a Unicamp para aprender com suas práticas avançadas de manejo de trauma”, disse ele.
A Divisão de Cirurgia de Trauma também realiza cirurgias de emergência para condições não traumáticas, como perfuração gástrica e apendicite. Isso proporcionou a Sakamoto a oportunidade de observar uma ampla gama de casos cirúrgicos. Ele também teve a oportunidade de observar cirurgias gastrointestinais, pediátricas e cirurgia bariátrica, um procedimento ainda relativamente incomum no Japão devido a baixa taxa de obesidade no país oriental.
“Eles [médicos-residentews] foram excepcionalmente gentis e acolhedores. Embora meu português seja limitado, sempre se esforçaram para explicar tudo em inglês. A genuína gentileza deles me marcou profundamente, e espero levar um pouco dessa atitude de volta para o meu país”, disse Sakamoto no final do estágio.


